Como prometido no subtítulo (será que é assim que se escreve? Essa reforma ortográfica fudeu tudo!) do blog, coisas para ver, OUVIR e ESCUTAR!
Vídeo de um show na Barra da Tijuca, no Rio Rock Blues!
Cover do Bob Dylan...
23 de nov. de 2009
3 de nov. de 2009
Ritmo
Roubados os sonhos,
Repetidos os erros,
Restam esperanças
Rastros de bons momentos
Riem de nós, mas
Refutam desistência
Reassumem a luta,
Resgatam da fonte
Rajadas de raios
Vivos.
Repetidos os erros,
Restam esperanças
Rastros de bons momentos
Riem de nós, mas
Refutam desistência
Reassumem a luta,
Resgatam da fonte
Rajadas de raios
Vivos.
Quero
Quero te amar por toda eternidade
Quero-te por toda eternidade
Quero te pôr toda a eternidade
Quero toda a eternidade
Quero-te em terna idade
Quero-te inteira
saudade
Quero-te por toda eternidade
Quero te pôr toda a eternidade
Quero toda a eternidade
Quero-te em terna idade
Quero-te inteira
saudade
O fim de um amor
o cigarro no canto da sua boca,
que antes eu achava charmoso,
hoje eu acho desesperado.
que antes eu achava charmoso,
hoje eu acho desesperado.
RECO-RECO
Uma festa anômala. No meio de uma casa, um quintal e uma roda de samba esquisita, sinistra. Um negro azul virava os pés enquanto sapateava. Seus ombros saíam do lugar freqüentemente, indo cada um prum lado. No meio dessa dança leve, seus dedos cresciam e erguiam o pandeiro aos céus, sem perder o ritmo. Sem falar dos olhos, que tinham as pupilas do tamanho das orelhas, saltando pra fora de sua remexida face.
Uma linda menina sentada ao canto, recolhida em si mesma, de lenço vermelho nos cabelos e vestido preto sobre a pele, olha pra seus joelhos de maçã. Enquanto isso, uma galinha d’angola pula e grita sem parar, esbaforida e insaciável, soltando intermináveis penas azuis e verdes, que não demorariam muito para cobrir o lugar inteiro.
O som não parou e as penas pareciam dançar também. E assim, com tudo e todos bicoloridos de verde e azul, começou uma roda de capoeira. Os jogadores voavam e flutuavam e pousavam de volta ao chão. O berimbau, já descoberto, tomou a forma e a luminosidade de uma lua decrescente. E, a cada toque, intensificava-se seu brilho.
De repente, uma cortina vermelha enorme vem caindo do céu e cobre a cena. Estranhamente, ela vai-se adaptando ao chão, até ficar completamente lisa e acomodada. Os personagens somem. E a narrativa segue o exemplo.
Uma linda menina sentada ao canto, recolhida em si mesma, de lenço vermelho nos cabelos e vestido preto sobre a pele, olha pra seus joelhos de maçã. Enquanto isso, uma galinha d’angola pula e grita sem parar, esbaforida e insaciável, soltando intermináveis penas azuis e verdes, que não demorariam muito para cobrir o lugar inteiro.
O som não parou e as penas pareciam dançar também. E assim, com tudo e todos bicoloridos de verde e azul, começou uma roda de capoeira. Os jogadores voavam e flutuavam e pousavam de volta ao chão. O berimbau, já descoberto, tomou a forma e a luminosidade de uma lua decrescente. E, a cada toque, intensificava-se seu brilho.
De repente, uma cortina vermelha enorme vem caindo do céu e cobre a cena. Estranhamente, ela vai-se adaptando ao chão, até ficar completamente lisa e acomodada. Os personagens somem. E a narrativa segue o exemplo.
26 de out. de 2009
Abajur
E como quem oferece uma taça de Bordeaux
A um ex-alcoólatra,
Dei um beijo apaixonado
Nessa viúva, carcomida
De
Três
amores.
A um ex-alcoólatra,
Dei um beijo apaixonado
Nessa viúva, carcomida
De
Três
amores.
20 de set. de 2009
Instante
Vícios podres
Que te fazem tão bela
Entrelaçam os odores
Que a noite refestela
Indo ainda a seu encontro
Chuto um feto feito tonto
Vôo e brinco pelo céu
Cinza escuro e carregado
Com pedaços brancos soltos
Como nuvens de papel
Um sapo implora ao lago
Um trago e agora me dizes
Por que cessa sua volúpia
Sede negra das meretrizes?
(Publicado na 52a Antologia de Poetas Contemporâneos, Editora CBJE)
Que te fazem tão bela
Entrelaçam os odores
Que a noite refestela
Indo ainda a seu encontro
Chuto um feto feito tonto
Vôo e brinco pelo céu
Cinza escuro e carregado
Com pedaços brancos soltos
Como nuvens de papel
Um sapo implora ao lago
Um trago e agora me dizes
Por que cessa sua volúpia
Sede negra das meretrizes?
(Publicado na 52a Antologia de Poetas Contemporâneos, Editora CBJE)
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